O que me preocupa não é o passado, mas o que
ainda
não foi estragado,
ainda
não se tornou outro passado.
Não sei se me seguro,
se me aguento,
depois de mais decepções.
Por que o que me preocupa é o que faço
e o que não faço
do meu passado.
É o instante interminável,
a ânsia da ansiedade
de perder tanto tempo sem
ao menos
saber como recorrer
aos segundos que escorrem
esnobando e rindo
em todo o meu contorno
me tomando desespero.
Decepção é como um ferro afinado que finca quando pronto, ainda quente, para depois se tornar frio e incômodo interminavelmente.

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