quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Motivação.

Um lápis de ponta fina,
ou uma agulha, confusa e rasa
Dentro d'um palheiro.
Afiados, ambos.. Desdenham-me.

Receio. Sem forças para lhes embotar.

A repetição d'uma nota
um ritmo, 
d'um mesmo ritmo,
mesmo engasgo.
A repetição.. Tortura-me.
O ranger de um jingle corrompido..

Tais enfermidades tomam-me
desmotivada, liquificada,
terminada por sua persistência
árdua,
de me deixar aos olhos
e pele, dores
de experiências passadas.

Clara e sua intenção 
apontada, direta, reta..
Firme! Mas sempre
por fim, raspa.

Má! A sincera sobra
d'uma realidade,
e toda minha sincera
incapacidade.

Raiva! 
Motivação tamanha, 
cadê?

2 comentários:

  1. Tá uma coisa que eu não sabia que a Carol podia fazer... Parabéns guria manda brasa o/

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  2. Num sentimento cabem mil palavras. por isso, muitos falham em escolher as palavras certas, em dar forma ao que é invisível e sabor ao insípido.
    Aos que conseguem, atribuem-se o título de poetas.

    Fico feliz em constatar que conheço uma poetisa tão talentosa.

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